Pelo Dia Internacional de todas as Mulheres

É interessante como as mobilizações frente ao dia Internacional da Mulher tem mudado ao longo dos anos. Na minha infância o presente com flores e gratificações às mulheres como forma de celebrar o feminino e enfatizar sua contribuição enquanto cuidadoras era o costume. Hoje, as mobilizações tem cada vez mais enfatizado e denunciado a situação desigual em que nós vivenciamos no Brasil e no mundo. Não que essas mobilizações nunca tenham existido até então, mas acredito agora estar mais em evidência, a tomada de consciência é real e está acontecendo.

Quando fui chamada para escrever esse texto pensei na contribuição que poderia dar que abrangesse mulheres de outros contextos que não o meu. Apesar de ser mãe, pedagoga e agora mestranda, existem outras particularidades que precisam ser consideradas quando vamos falar de mulheres. O que escrevo aqui diz respeito a minha vivência, as minhas leituras sobre o tema e todo o contexto em que me encontro neste momento, ou seja, é só uma pequena parcela desse coletivo.

Acredito então, que um primeiro ponto seria a necessidade de reconhecer a diversidade desse grupo. Cada mulher que está neste mundo, que lê esse texto ou não, interpreta essa vivência de uma forma diferente da minha e vivencia um contexto diferente do meu e isso é muito importante admitir pois nossa sociedade é diversa mas em muitos momentos de nossa vida tentam nos colocar em caixinhas, nos oferecendo somente uma maneira de expressar o que é ser mulher. Por isso, falando sobre maneiras de expressar, não vejo problema em meninas usarem azul ou brincarem de carrinho, muito pelo contrário, faz um bem danado para o cognitivo das crianças serem apresentadas as diversas formas de brincar e imaginar brincadeiras e formas de vida, isso contribui para o autoconhecimento.

Mas, voltando para outras questões que permeia a vida das mulheres (isso mesmo, no plural) essa data é uma ótima oportunidade para trazer luz à todas as situações de desigualdade vivenciadas por nós. Com suas bandeiras, seja ela do movimento negro, do movimento LGBTQ+, das mulheres mães, indígenas, deficientes e/ou gordas, todas nós temos que falar sobre nossas vivencias e os como a desigualdade e os preconceitos de gênero perpassam na vida de cada uma. Muito importante também é saber ouvir.

É especialmente no dia de hoje e no contexto político em que vivemos, que venho desejar coragem e força para que possamos enfrentar e combater os preconceitos de gênero. Que as mulheres que ocupam espaços de tomadas de decisões abracem essa diversidade do nosso grupo e levem nossas pautas na formulação de políticas públicas cada vez mais efetivas, contribuindo para promover uma sociedade mais justa e mais plural.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s